quinta-feira, 13 de junho de 2024

Dia dos namorados

 O Dia dos Namorados chegou, novamente. É um momento de jantares à luz de velas, caixas de bombons em formato de coração e (dependendo do seu status de relacionamento) assistir a antigas comédias românticas enquanto bebe vinho sozinho. De fato, é uma grande celebração. Mas de onde veio? Por que nos importamos tanto com isso?

Antes de responder essa pergunta, é preciso esclarecer que apenas no Brasil o "Dia dos Namorados" é comemorado nesta quarta-feira, 12 de junho. No resto do mundo, a data oficial dos apaixonados é 14 de fevereiro, quando é celebrado o "Valentine's Day".

O "Dia dos Namorados", como conhecemos no Brasil, surgiu em 1948 e foi idealizado pelo publicitário João Dória, pai do ex-governador de São Paulo João Doria Jr, por motivos comerciais. O objetivo era melhorar as vendas da loja pela qual ele foi contratado durante o mês de junho, que é um período de desaquecimento comercial.



Já o dia 12 foi escolhido por anteceder ao Dia de Santo Antônio, conhecido como o santo casamenteiro. A repercussão positiva da ação fez com que outros comerciantes aderissem à data e, em seguida, toda a população. Desde então, 12 de junho passou a ser, oficialmente, o "Dia dos Namorados" no Brasil. Dito isso, vamos entender de onde surgiu o "Valentine's Day" ou o "Dia dos Namorados original".

As pessoas vêm tentando responder a essas perguntas há muito tempo. O New York Times ponderou sobre a origem do dia em uma reportagem publicada em 1853, mas chamou-o de “um daqueles misteriosos problemas históricos ou antiquários que estão condenados a nunca serem resolvidos”.

Agora, em 2024, 171 anos depois daquela ponderação, vamos tentar novamente. Abaixo está um breve guia sobre algumas das principais teorias sobre a origem do Dia dos Namorados, desde a Roma Antiga até os tempos atuais.

Pode ter sido uma bacanal romana

A explicação mais comum para a origem do Dia dos Namorados é o antigo festival de Lupercalia, da Roma Antiga, um rito de fertilidade turbulento, regado a vinho, em que homens e mulheres romanos formavam pares. Por décadas, inclusive, essa teoria apareceu em artigos de notícias.

A Lupercalia foi celebrada durante séculos em meados de fevereiro e, eventualmente, à medida que o Império Romano se tornou menos pagão e mais cristão, foi transformada numa celebração em homenagem a São Valentim. Noel Lenski, historiador da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, disse à Rádio Pública Nacional, em 2011, que o evento era conhecido por sua devassidão e nudez, até que o Papa Gelásio I o tornou um feriado cristão no século V.

— Foi mais uma festa de bebedeira, mas os cristãos colocaram as roupas de volta. Isso não impediu que fosse um dia de fertilidade e amor — disse Lenski. — Isso não impediu que fosse um dia de fertilidade e amor.

Há pouca informação confiável sobre a vida de São Valentim. Em 1923, o NYT disse que o dia poderia celebrar dois santos diferentes chamados Valentim, que foram transformados em um único personagem. (Mas nenhum deles parecia particularmente romântico).

De acordo com uma história popular, publicada no The Boston Globe em 1965, São Valentim foi preso após desafiar uma ordem do imperador Cláudio que proibia os soldados romanos de se casarem.

São Valentim acabou decapitado por seu zelo religioso, uma morte que os homens romanos decidiram celebrar tirando os nomes de jovens elegíveis de uma urna.

— Esse costume persistiu por muitos anos e acabou chegando à Alemanha e à Inglaterra — afirmou ao The Globe.


Uma chance de celebrar a primavera em fevereiro

Mas nem todo mundo está convencido dessa versão dos acontecimentos. Jack B. Oruch, professor de inglês da Universidade do Kansas, também nos EUA, que morreu em 2013, estudou o Dia dos Namorados como parte de sua pesquisa sobre o poeta Geoffrey Chaucer. Ele estava convencido de que Chaucer era a fonte de ideias modernas sobre São Valentim.

Em um artigo acadêmico publicado em 1981, Oruch argumentou que não havia evidências documentadas de uma tradição romântica ligada à São Valentim antes de Chaucer escrever os poemas “Parlement of Foules” e “The Complaint of Mars”, no final do século XIV.

Chaucer, portanto, pode ter ligado São Valentim ao romance porque era conveniente: o dia do santo, em 14 de fevereiro, ocorria em um momento que os britânicos do século XIV acreditavam que era o começo da primavera, com os pássaros começando a acasalar e as plantas começando a florescer, escreveu Orush. (Na verdade, a primavera só começa em 21 de março no hemisfério Norte. Em fevereiro, eles ainda estão no inverno).

Do ponto de vista de Chaucer, uma vantagem adicional era que os europeus da época achavam que "Valentine" (ou Valentim, em português) era um nome com um som agradável. Outros santos celebrados em meados de fevereiro tinham nomes com menos apelo poético: Santa Escolástica, Santa Austreberta, Santa Eulália e Santa Eormenhild.


quinta-feira, 6 de junho de 2024

Dia da Logística

 

 O dia do profissional de logística é comemorado no dia 06 de junho, uma data que reconhece a importância indispensável desses trabalhadores para o bom funcionamento do mundo em que vivemos.

Qual é a origem do Dia da Logística?

O Dia da Logística, celebrado em 6 de junho, tem uma origem bastante surpreendente: o Dia D, desembarque das forças aliadas na Normandia durante a Segunda Guerra Mundial.

Pode parecer estranho associar um evento militar com a área de logística, mas essa data foi escolhida justamente por destacar a importância da organização e planejamento na missão do Dia D.

Como explica o conteúdo do Instituto Federal Catarinense, o Dia D foi um dos maiores e mais importantes movimentos logísticos mundiais.

O sucesso da operação dependia de uma logística impecável, desde o transporte de tropas e equipamentos, até o abastecimento de suprimentos.

A escolha do Dia D como o Dia da Logística serve como um lembrete de que essa área não se limita apenas no transporte de mercadorias.

Ela engloba um conjunto de atividades complexas que garantem o fluxo eficiente de produtos e informações, desde a origem até o consumidor final.

O que a logística tem a ver com a guerra?

A guerra, por mais brutal que seja, não se resume apenas a combates entre soldados. Nos bastidores de qualquer conflito, existe uma engrenagem complexa e essencial: a logística.

Sem ela, exércitos não se movem, armas não disparam e soldados não lutam.

A logística militar é responsável por toda a movimentação e gerenciamento de recursos necessários para o funcionamento de um exército, desde o fornecimento de alimentos e munição até o transporte de tropas e equipamentos.

É como se fosse a sustentação da guerra, garantindo que tudo funcione de forma sincronizada e eficiente.

O sucesso da Operação Overlord, no Dia D, durante a Segunda Guerra Mundial, dependia de uma logística impecável, que incluía o transporte de milhões de soldados, navios e aeronaves, além do fornecimento de suprimentos para as tropas.

As 05 fases da história da logística

A logística como conhecemos hoje é fruto de uma longa jornada marcada por avanços tecnológicos, mudanças nas demandas do mercado e a busca constante pela eficiência.

Embarquemos em uma viagem pelas 05 fases que moldaram a história da logística, desde seus primórdios até a era digital da Logística 4.0.

01. O início

No início da história da humanidade, as atividades econômicas se concentravam na subsistência, com cada comunidade produzindo apenas o suficiente para atender às suas necessidades imediatas.

Isso limitava a diversidade de produtos e a necessidade de uma logística complexa.

Os produtos eram fabricados e consumidos na mesma região, sem necessidade de transporte ou armazenamento em larga escala. A disponibilidade de produtos variava conforme as estações do ano, seguindo o ritmo da agricultura e da pesca.

Embora a subsistência tenha sido a realidade de muitas sociedades durante séculos, ela também deu origem aos primeiros passos da logística.

A necessidade de transportar produtos para locais de armazenamento, mesmo que de forma precária, demonstrava o início de um sistema mais organizado.

A fase 01 da história da logística foi fundamental para o desenvolvimento da sociedade humana, lançando as bases para a complexa cadeia de suprimentos que conhecemos hoje.

02. Integração rígida

A fase 02 da história da logística foi marcada por uma mudança fundamental: a sociedade não se contentava mais com produtos padronizados.

A demanda por variedade cresceu, exigindo uma maior flexibilidade nos processos produtivos.

As empresas precisaram se adaptar para atender às novas demandas, o que resultou em um aumento significativo na quantidade de produtos disponíveis.

A maior variedade de produtos levou a um aumento vertiginoso nos estoques, o que gerou desafios no seu controle e gerenciamento.

Para enfrentar esses desafios, a otimização das atividades e o planejamento rigoroso se tornaram elementos-chave. As empresas buscaram reduzir custos e aumentar a eficiência da cadeia de suprimentos.

A década de 70 foi marcada por diversas crises, como a segunda crise do petróleo, que encareceu drasticamente o custo do transporte.

Essa crise impactou os meios produtivos, obrigando as empresas a reavaliarem suas prioridades.

As empresas passaram a dar mais atenção à manutenção e à gestão de suprimentos, buscando reduzir custos e otimizar os recursos.

Surgiram profissionais especializados em gerenciar matérias-primas, garantindo a disponibilidade de insumos para a produção.

Mesmo em meio às crises, a preocupação com a qualidade dos serviços prestados aos clientes cresceu. A logística passou a ter um papel fundamental na entrega de produtos e na satisfação do consumidor.

03. Melhorias na cadeia de suprimentos

Após a Segunda Guerra Mundial, o foco da logística se deslocou da produção bélica para o atendimento às demandas do mercado.

Isso impulsionou o desenvolvimento de novas práticas e ferramentas para otimizar a cadeia de suprimentos.

Implementado inicialmente em supermercados, o código de barras facilitou a identificação de produtos, a gestão de estoques e a redução de erros.

A crescente disponibilidade de tecnologia permitiu a integração de sistemas e a coleta de dados valiosos para a tomada de decisões.

No Brasil, a partir da década de 1980, o avanço tecnológico impulsionou a modernização dos processos logísticos. O foco se concentrou em aprimorar as técnicas de transporte, armazenamento e gestão de estoques.

A partir dos anos 90, a logística se consolidou como uma área de conhecimento científico, com estudos aprofundados sobre as relações entre os diferentes elementos da cadeia de suprimentos.

A fase 03 foi marcada pela adoção da integração flexível, um modelo que priorizava a adaptabilidade e a eficiência.

Isso foi fundamental para que as empresas se adaptassem às demandas do mercado globalizado e enfrentassem a competitividade internacional.

04. O desenvolvimento da logística e das cadeias de suprimentos

O conceito de logística demorou a se consolidar no Brasil. Sua difusão iniciou nos anos 80, ganhando impulso a partir de 1994 com a estabilização econômica.

Até então, a alta inflação, a economia fechada e a baixa competitividade relegavam a logística a um segundo plano, gerando um atraso de mais de 10 anos em relação às práticas internacionais.

A estabilização da moeda e a redução da inflação em 1994 proporcionaram um ambiente mais favorável para o desenvolvimento da logística.

Empresas e consumidores se sentiram mais seguros para investir e se arriscar no mercado.

Nos anos 90, o conceito de Supply Chain Management (SCM) se popularizou, traduzido no Brasil como Gestão da Cadeia de Suprimentos (GCS).

Essa nova perspectiva englobava a logística como parte de um sistema mais amplo.

A logística se consolidou como uma área especializada na cadeia de suprimentos, focando no transporte e armazenamento. As empresas passaram a incorporar seus setores em três áreas principais:

  • Logística de inbound: aquisição e captação de suprimentos, gerenciamento de estoques e almoxarifados;
  • Logística de outbound: distribuição e entrega de produtos acabados, incluindo depósitos, faturamento, transporte e distribuição;
  • Logística de programação e apoio: suporte à produção, envolvendo Programação e Controle da Produção (PCP) e Programação e Controle de Materiais (PCM).

05. Logística 4.0

Impossível falar de Logística 4.0 sem entender a Indústria 4.0, também conhecida como a Quarta Revolução Industrial. Esse conceito se popularizou nos últimos anos e se caracteriza pela automação das fábricas por meio de sistemas ciberfísicos.

A Indústria 4.0 visa criar fábricas mais flexíveis, eficientes e capazes de atender às demandas dos clientes personalizadamente.

A necessidade de otimizar o armazenamento e a distribuição de uma produção mais focada nas necessidades dos clientes deu origem à Logística 4.0.

Essa fase representa uma evolução significativa em relação à logística tradicional, com maior produtividade, exigindo altos investimentos em tecnologia.

A Inteligência Artificial (IA) desempenha um papel fundamental na Logística 4.0, permitindo que sistemas aprendam, analisem dados e tomem decisões autônomas.

A Logística 4.0 continua em desenvolvimento, mas já está transformando radicalmente a cadeia de suprimentos. As próximas etapas dessa jornada trarão ainda mais inovações, como a integração com a inteligência artificial avançada e a computação.

Panorama da logística no Brasil hoje

O setor logístico no Brasil é um dos mais importantes da economia, responsável por conectar produtores, consumidores e mercados globais.

Ao longo das últimas décadas, a logística brasileira experimentou um crescimento significativo, impulsionado por fatores como a estabilização econômica, a abertura comercial e o avanço tecnológico.

De acordo com um levantamento da JK Capital, o setor logístico representa 13% do PIB brasileiro.

No entanto, o setor também enfrenta diversos desafios, como a infraestrutura precária, a alta informalidade, a complexa burocracia e a falta de mão de obra qualificada.

Esses desafios impactam diretamente a eficiência e a competitividade da logística no país, elevando custos e limitando o potencial de crescimento.

A expectativa é que a logística no Brasil continue se desenvolvendo nos próximos anos, impulsionada por fatores como:

  • Logística 4.0: a adoção de tecnologias da Indústria 4.0 na cadeia de suprimentos trará maior visibilidade, automação e eficiência aos processos logísticos;
  • Sustentabilidade: a preocupação com o meio ambiente levará à adoção de práticas logísticas mais sustentáveis, como o uso de veículos elétricos e a otimização de rotas;
  • Nearshoring: a tendência de empresas transferirem suas operações de produção para países vizinhos pode aumentar a demanda por serviços logísticos no Brasil.

Qual é o grande desafio da logística nos dias atuais?

O setor logístico enfrenta diversos desafios nos dias atuais, mas um dos maiores é, sem dúvida, a complexidade.

As cadeias de suprimentos se tornaram mais extensas e interconectadas, abrangendo diversos países e culturas.

Isso aumenta a visibilidade e a rastreabilidade dos produtos, mas também torna a logística mais vulnerável às interrupções e eventos inesperados.

Para superar esses desafios, o setor logístico precisa adotar soluções inovadoras e investir na adoção de tecnologias da Indústria 4.0 pode melhorar a visibilidade da cadeia de suprimentos, automatizar tarefas e otimizar rotas.

Principais tendências logísticas para 2024

Em 2024, as principais tendências que moldarão o futuro da logística incluem sistemas inteligentes, que estão sendo utilizados para otimizar rotas, prever a demanda, automatizar tarefas repetitivas e tomar decisões em tempo real.

A rastreabilidade completa de produtos e materiais ao longo da cadeia de suprimentos está se tornando cada vez mais importante.

Tecnologias como, videotelemetria, IoT e RFID (Radio Frequency Identification) permitem o monitoramento em tempo real do status dos produtos, desde a origem até o destino final.

A preocupação com o meio ambiente está impulsionando a adoção de práticas logísticas mais sustentáveis.

Isso inclui o uso de veículos elétricos, embalagens ecológicas, otimização de rotas para reduzir emissões e adoção de fontes de energia renovável em armazéns e centros de distribuição.

Para se manterem competitivas no futuro, as empresas de logística precisam:

  • Investir em tecnologias inovadoras da Indústria 4.0;
  • Adotar práticas sustentáveis para reduzir o impacto ambiental;
  • Desenvolver soluções logísticas sob demanda e personalizadas para atender às expectativas dos consumidores;
  • Capacitar seus profissionais para lidar com as novas tecnologias e processos.

A logística tem um papel essencial na economia mundial, sendo palco de inovações tecnológicas, novos processos e melhorias contínuas, influenciando vários setores da sociedade.

segunda-feira, 3 de junho de 2024

Parabéns ao Profissionais de Recursos Humanos


 🎉 Parabéns aos Profissionais de Recursos Humanos! 🎉

Hoje, queremos dedicar este momento especial para celebrar e parabenizar a todos os incríveis profissionais de Recursos Humanos, que desempenham um papel fundamental no desenvolvimento das organizações e no sucesso dos profissionais ao redor do mundo.

Em especial, gostaríamos de destacar e aplaudir nossos alunos, que têm se dedicado arduamente na busca de conhecimento e capacitação. Seu comprometimento e perseverança são admiráveis e estão rendendo frutos em suas jornadas profissionais.

Parabéns a todos os profissionais de Recursos Humanos! Juntos, construindo um futuro promissor!

sexta-feira, 31 de maio de 2024

JUNHO VERMELHO E LARANJA


 


 As duas campanhas abordam um tema muito importante, a doação. Neste momento de crise e isolamento social, que estamos enfrentando devido ao novo coronavírus, falar deste ato nunca foi tão importante. Mais do que nunca, sabemos que uma atitude pode mover o mundo.

E o reflexo da pandemia não está apenas na economia, na paralisação do comercial ou no isolamento social. Nesta nova realidade de “crise na saúde”, os estoques dos bancos de sangue das cidades brasileiras caíram significantemente.
Sabe-se até o momento, que a covid-19 não é transmitida por transfusão sanguínea. Por isso, o ato não coloca o doador em risco. Então se for sair de casa, que seja para fazer uma atitude positiva. Doe.

JUNHO VERMELHO: campanha de conscientização sobre a doação de sangue. Um gesto simples que salva até 4 vidas, em apenas uma doação.
No dia 14 de junho, é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue. Data definida pela OMS – Organização Mundial da Saúde, em homenagem ao nascimento do imunologista Karl Landsteiner, responsável por descobrir os tipos sanguíneos.
Por isso, o mês foi escolhido para simbolizar a campanha.

Sobre anemia e leucemia

A campanha do mês de junho dirige-se à informação e prevenção sobre a saúde do sangue. Além de reservar um dia especialmente à importância da transfusão de sangue, o mês também traz em destaque duas das condições mais frequentes relacionadas ao sistema sanguíneo: a anemia e a leucemia. A anemia, apesar de muito frequente, ainda continua sendo um tema que traz muitas dúvidas à população. Já no caso da leucemia, ainda que menos frequente, também merece destaque por se tratar do principal câncer maligno da infância. 

As hemoglobinopatias podem ser estruturais, quando a hemoglobina produzida não funciona da forma adequada (ex.: doença falciforme), ou de produção, quando há uma redução na taxa de produção de hemoglobinas (ex.: talassemias).

Os sinais e sintomas da anemia variam de acordo com a intensidade do comprometimento de cada paciente e da doença que está por trás de cada caso. Em geral, uma pessoa “anêmica” pode apresentar um conjunto de sintomas que refletem a baixa quantidade disponível de glóbulos vermelhos na circulação sanguínea, configurando a chamada síndrome anêmica: fadiga, falta de ar aos esforços e/ou em repouso, palpitações, claudicação, sonolência e confusão mental.           A hemoglobinopatia mais conhecida é a doença falciforme, que possui a anemia como o principal sinal da doença. 

A resolução da anemia, quando feita a curto prazo, pode ser feita pela reposição de sulfato ferroso, de vitaminas e por meio da transfusão sanguínea, mas elas possuem indicações muito específicas e não podem ser generalizadas. É importante reforçar e destacar que a anemia é apenas um sinal de que existe uma doença e que, portanto, necessita de uma investigação da causa que resultou na anemia.

A leucemia é o câncer mais frequente em crianças e um dos mais comuns no mundo, com uma estimativa de 10.180 novos casos no Brasil em 2020 (dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA). Caracteriza-se como uma doença maligna dos glóbulos brancos, geralmente de origem exata desconhecida. Ela pode ser classificada em relação à velocidade de evolução (aguda ou crônica) e pelo tipo celular predominantemente afetado (linfoide ou mieloide). 

Sinais e sintomas da leucemia

O acúmulo de células defeituosas e o funcionamento inadequado da medula óssea podem levar a sintomas muito variados de acordo com o tipo e evolução da doença. Em geral, pode-se observar sintomas semelhantes à síndrome anêmica (fadiga, falta de ar aos esforços e/ou em repouso, palpitações, claudicação, sonolência e confusão mental), mas há um comprometimento mais evidente relativo à redução dos glóbulos brancos, levando a uma maior suscetibilidade a infecções frequentes, febre, gânglios linfáticos inchados (“ínguas”), perda de peso sem motivo aparente, desconforto abdominal (geralmente, pelo aumento do baço e fígado), dores nos ossos e nas articulações, entre outros.

Prevenção

Na maioria dos casos, não há um fator de risco que possa ser modificado e que, portanto, possa ser indicado como um fator prevenível. Os únicos fatores cientificamente comprovados que aumentam o risco de desenvolver a doença foram a exposição à radiação ionizante (em procedimentos médicos como radioterapia) e ao benzeno (substância encontrada na gasolina, na fumaça do cigarro e utilizado na fabricação de plásticos, lubrificantes, borrachas, tintas, detergentes, medicamentos e agrotóxicos). 

Diagnóstico e Tratamento

Por se tratar de um câncer, a detecção em sua fase inicial é fundamental para que haja uma maior chance de tratamento. No entanto, não há evidência científica que justifique a realização do rastreamento de leucemias na infância e, em geral, a investigação ocorre somente quando houver suspeita clínica. Em boa parte dos casos, ocorre na infância e o diagnóstico é iniciado com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, de acordo com cada paciente.

Após a confirmação diagnóstica, diversas modalidades terapêuticas podem ser empregadas de acordo com os aspectos clínicos do paciente (idade, presença de outras doenças, capacidade de tolerar a terapia) e do subtipo da leucemia. O transplante de medula óssea não está indicado em todos os casos, mas pode ser necessário, bem como a quimioterapia, imunoterapia, entre outros.

segunda-feira, 20 de maio de 2024

Dia do Pedagogo

  A Pedagogia é a ciência que estuda o processo de ensino e aprendizagem. Trata-se de uma das atividades de maior relevância social. Afinal, a educação está relacionada à formação de cidadãos responsáveis, capazes de atuar de forma ética na sociedade e exercer seus direitos e deveres.

Por isso, temos um momento especial para homenagear esse profissional: 20 de maio — Dia do Pedagogo. Entenda mais sobre a importância e a história dessa data. Veja, também, o que o futuro reserva para essa carreira!




Como e quando surgiu o Dia do Pedagogo?

O Dia Nacional do Pedagogo foi instituído pela Lei nº 13.083/2015 para atender ao desejo de trazer maior reconhecimento e valorização ao trabalho de grande importância que esse profissional desempenha na sociedade brasileira.

A importância da data

O 20 de maio reacende, todos os anos, a discussão sobre os deveres e a postura que família e a instituição escolar têm frente ao desenvolvimento de crianças e adolescentes. Esse momento de repensar os papéis da sociedade dá condições de aprimorar a qualidade do processo de aprendizagem, reajustando as estratégias.

Mas o foco dessa data é o profissional por trás do planejamento, da coordenação e da execução das diversas atividades que englobam a área da educação escolar. Ele é o grande motivador do processo que forma advogados, médicos, enfermeiros, psicólogos, ou seja, qualquer profissão. Por esse motivo, o pedagogo tem um papel tão fundamental.

Apesar desse grande peso social, muitas vezes, esse profissional da educação não recebe o reconhecimento que merece, tanto em termos de remuneração quanto em condições de trabalho. É claro que isso depende bastante da região, porte e natureza das instituições de ensino.

No âmbito público, existem também muitas diferenças entre as esferas municipais, estaduais e federal. Nesse contexto, o Dia do Pedagogo traz a oportunidade colocar em pauta essas questões e reforçar a evolução não somente de políticas públicas educacionais, mas também, da atividade de todos os envolvidos no processo.

O trabalho do pedagogo

As atividades das pessoas que optam por concluir a faculdade de Pedagogia se relacionam com todos os processos de ensino e aprendizagem, atuando como um suporte educacional ao professor, aos alunos e à escola. Nessa função, ele pode assumir cargos de coordenação pedagógica, coordenação educacional, supervisor escolar ou qualquer outra de gestão escolar.

Essas nomenclaturas, porém, podem variar de um lugar para outro. Ele também pode atuar como professor tanto da Educação Infantil como nos cinco primeiros anos do Ensino Fundamental. O pedagogo participa, ainda, do corpo docente de cursos de formação de professores, conhecidos como Curso Normal Médio.

Outra vertente importante do pedagogo é sua atuação na Educação Especial. Nesse caso, ele lida com alunos com necessidades especiais que precisem de um cuidado diferenciado no processo de ensino e aprendizagem. É o caso da surdez, dislexia, autismo, TDAH, entre outros. Assim, ele planejará ou aplicará as metodologias e ferramentas necessárias para o aproveitamento escolar desses grupos.

Vale lembrar que a atuação de quem opta pela licenciatura em Pedagogia não se limita ao ambiente escolar. Muitas empresas contratam pedagogos para atuar na gestão de pessoas, planejar e ministrar treinamentos e ações de desenvolvimento pessoal.

Nesse caso, as estratégias buscam mudanças comportamentais dos colaboradores, em consonância com os objetivos do negócio. Essa área é conhecida como Pedagogia empresarial.

Além de intuições de ensino e empresas, os pedagogos também atuam em:

  • Pedagogia hospitalar: na educação de crianças e jovens enfermos durante o tempo em que estão internados;
  • material didático: isso inclui produção de materiais pedagógicos que serão usados na educação infantil, livros didáticos e outros materiais de apoio;
  • brinquedos: na adequação de itens para cada faixa etária, levando em conta suas necessidades e limitações.

As tendências para o futuro da profissão

A graduação em Pedagogia continua sendo uma dos mais procuradas no Brasil. Segundo o último Censo da Educação Superior, a área teve o maior número de alunos ingressantes (9,2%) e concluintes. Isso é muito positivo, já que em um país com uma ampla população jovem, há grande necessidade de professores.

Por ser uma profissão diretamente ligada a questões sociais, com o passar dos anos, os pedagogos experimentaram muitas mudanças. Essa evolução continuará ocorrendo. Veja algumas das tendências!

Formação voltada à inclusão e à sustentabilidade

Já faz alguns anos que a escola assumiu o compromisso e o desafio de cuidar das necessidades educacionais de alunos com deficiências. Mas cresce também o movimento de reconhecer e discutir outros tipos de diferenças, como as relacionadas a questões raciais, de gênero e religiosas.

Além disso, a preservação dos recursos naturais é uma preocupação cada vez maior entre as instituições sociais e o governo. Por isso, a formação de crianças e jovens tem focado essa problemática.

Os cursos de Pedagogia voltam seus esforços para formar profissionais preparados a planejar atividades que conscientizem não só os alunos, mas também, toda a comunidade escolar.

Adoção de novas tecnologias

Criar estratégias que levem a tecnologia para o cotidiano escolar de forma produtiva é um grande desafio e uma tendência irreversível. No entanto, é preciso lidar com diferentes realidades no que se refere ao acesso a essas ferramentas.

Por exemplo, na rede pública de ensino, o profissional pode enfrentar a escassez de recursos, que dificulta prender a atenção dos alunos e desenvolver atividades que os preparem para a realidade tecnológica. Muitas dessas escolas localizadas na zona urbana contam com acesso à internet, mas carecem de computadores.

No entanto, essa realidade tende a mudar. Segundo dados do INEP do último censo escolar do Ensino Médio, 95,1% das unidades têm acesso à conexão com a internet. Também, 78,1% contavam com um laboratório de informática. O percentual chegou a ser maior entre as escolas da rede pública (82,1%) do que entre as escolas particulares (68,4%).

Assim, a formação do pedagogo está tentando preparar o profissional para ter condições de lidar com essa nova realidade.

Atuação em áreas fora da escola

O trabalho do pedagogo não se restringe ao ambiente acadêmico. Cada vez mais, esse profissional tem sido requisitado em editoras de livros, hospitais, bibliotecas, museus e em áreas de gestão e órgãos públicos ligados à educação. Assim, o perfil do pedagogo está se renovando.

Que o Dia do Pedagogo ajude a sociedade brasileira a refletir nesse personagem tão essencial no desenvolvimento de nossas crianças e jovens. A profissão está entre aquelas que jamais deixarão de ter espaço no mercado de trabalho, renovando-se sempre para se adequar às mudanças da sociedade.

Dia Nacional do Técnico e Auxiliar de Enfermagem

 Dia 20 de maio é o dia nacional do técnico e auxiliar de enfermagem, a categoria que faz a diferença para o paciente no ambiente hospitalar. 



A data foi definida pelo Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), a partir da resolução nº 294, de 15 de outubro de 2004. No Brasil, o Dia do Técnico em Enfermagem fecha a “Semana da Enfermagem”, normalmente iniciada em 12 de maio, com a celebração do Dia Internacional da Enfermagem.
 
A técnica de enfermagem, Roseli Inês Resende, é concursada na instituição e atua dentro de umas das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) no HUOP, Roseli relata com orgulho o reconhecimento desse profissional “O técnico de enfermagem executa o cuidado no leito com o paciente, mas sempre com a supervisão de um enfermeiro. É um trabalho em equipe. O paciente que está em uma UTI exige um nível de conhecimento e diário do profissional seja técnico ou enfermeiro. Possuir todo o cuidado ao paciente é o que mais deve ser levado em conta a qualquer profissional de saúde, estamos à frente de uma pessoa que naquele momento está incapacitada, temos que fazer com amor e esse dia é o que representa para nossa categoria: reconhecimento que faz a diferença”, finalizou a profissional.
 
Roseli, conta que desde a formação como técnica de enfermagem em 2006, passou por vários setores, “Desde quando me forme como técnica, tenho uma caminhada de aprendizado diariamente. Já atuei dentro de uma unidade prisional e até passei por cuidados paliativos. O entendimento que você deve ter é que quando se trabalha com pessoas, o cuidado é primordial. Sabemos que um dia você cuida e lembrar que um dia você vai ser cuidado.
 
O amor da vida de alguém
 
Cuidar do amor da vida de alguém, esses profissionais atuam de forma incansável para cada paciente que chega no ambiente hospitalar. Roseli explica em poucas palavras a definição de ser uma técnica de enfermagem: “Para mim a frase que define nossa profissão é: Não importa o que a pessoa fez na vida, estamos ali para ajudar ela. Sempre cuidando da vida do amor de alguém. Trabalhamos em uma categoria que tem aquele cuidado de mãe, algo super materno”, finalizou Roseli.
 
A todos os técnicos e auxiliares de enfermagem: Feliz dia!